Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

V Capitulo da Confraria

Noticia:

 

“Enquanto Confraria Gastronómica estamos vocacionados para comer…” Assim se apresenta a Confraria do Nabos, que no seu rol de propósitos, desde logo salienta a sua vocação gastronómica, não fosse ela uma confraria, para de seguida salientar que pretender promover o grelo, de nabo pois claro, e prestigiar a sua terra, os Carapelhos, Mira a Gândara, e também o nosso Portugal.
No passado sábado a C.N.C. (Confraria Nabos e Companhia) celebrou o seu V capítulo, juntando a mesa, pois claro, mais de 50 outras confrarias, provenientes não só de Portugal, mas também da vizinha Espanha, e de França.
Esta confraria, nascida em Janeiro de 2000, e que representa não só parte de uma classe de produtores agrícolas, mas também toda um população local que gosta de estar bem com os seus, e vê na mesa o local ideal para esta confraternização.
Como o seu logótipo (insígnia) o pode confirmar (Um barco funde-se com uma carroça encimada por um nabo. Símbolos de gente que, um pé na terra, outro no mar, labuta árdua e diariamente), ela, confraria, está entre a terra e mar, tal como esteve sempre habituado o habitante da gândara, pois foi com os rebentos da terra e com os filhos do mar que estas gentes se conseguiram aqui manter desde os tempos em que umas papas de farinha e abóbora, umas couves torcidas e um rabo de sardinha, eram manjar digno de reis, tal a penúria e as necessidades por que passaram estes povos.
Foi um dia de festa, com os confrades a servirem de cicerones, na sua sede, nos Carapelhos, aos colegas de cerca de 50 confrarias, que quiseram marcar presença nesta data especial para os nabos.
Depois da missa de bênção dos confrades, na igreja matriz de Mira, seguiu-se um desfile até ao quartel dos Bombeiros Voluntários, onde decorreu a cerimónia de entronização dos novos confrades, aqui Silvério Manata (membro da direcção da confraria) aproveitou para informar acerca da realização de mais uma Feira dos grelos da região da Gândara, já na sua III edição, a efectuar em Fevereiro de 2007.
“A associação CONFRARIA NABOS E COMPANHIA de Carapelhos é a única Confraria Gastronómica oriunda de uma aldeia. Para isso nasceu. Para autenticar a ruralidade, para homenagear e divulgar cada vez mais a genuinidade das suas gentes e dos seus grelos de nabo – alimento rico de aromas e sabores que, versátil, valoriza a gastronomia Gandaresa. E fá-lo desde o ano 2000.
Porém, esta terra, sendo mãe, (e é conhecida a nossa afeição à terra - mãe que nos embalou a infância) é simultaneamente madrasta porque, para além do berço modesto, com pouco mais nos mimou: herdámos-lhe um chão areento, quase estéril, que não enche cristãmente a boca a todos e obrigou a sangria grande de homens. Os que, mais apegados ao torrão natal, não ousaram tornar-se andarilhos entregaram-se a uma agricultura de subsistência cuja adiafa acontecia em Outubro. Mas incomodava-nos aquele sossego de Outono que se estendia até Janeiro. Dominando mal o impulso que nos impele a amanhar a terra para fecundá-la e garantir o sustento até ao ano novo, ensaiámos os grelos de nabo que, resistentes ao frio e apreciadores da humidade de Inverno, se adaptaram. O resto da história é conhecido.”
"o nabo foi um pretexto para valorizar o mundo rural, os seus costumes e tradições, uma memória que não pode ficar esquecida".De referir que a cultura de nabos e grelos constitui de 95 por cento da economia da região e emprega 60 por cento da população activa da aldeia de Carapelhos”

 Fonte: O gandarez

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Estrevista ao jornal "Independente de Cantanhede" do nosso Grão Mestre

Silvério Manata é o fundador da Confraria Nabos e Companhia. Esta foi a forma encontrada para manter a tradição da confecção da gastronomia tipicamente gandaresa. A plantação de grelos de nabo surgiu há cerca de 30 anos. Desde então, este alimento tornou-se típico da zona de Carapelhos, concelho de Mira.

Para se tornar "nabo" teve de passar por um ritual de entronização baseado numa tradição que remonta há vários anos, por altura da festa em honra de Nossa Senhora da Conceição.

Nos livros "Contos da Confraria" e "No reino dos Nabos", o grão-mestre relata vivências dos habitantes da região da Gndara. Em nada relacionados com a Confraria, a gastronomia também está presente nestas publicações pois todos os títulos dos contos são nomes de ementas.

P:Com que objectivo foi criada a Confraria Nabos e Companhia?

R:Sou confrade desde a primeira hora, pois sou o fundador da Confraria Nabos e Companhia, criada a 1 de Janeiro de 2000. A Confraria foi criada para promover o património gastronómico regional que está normalmente sempre carregado de história. A cultura de uma região passa sempre pela própria gastronomia. Normalmente as confrarias têm o nome da região ou dos produtos que defendem mas nós optamos por, em paralelo com as sardinhas na telha e com o pitéu de raia tudo genuinamente gandares, juntar os versáteis grelos de nabo que valorizam a gastronomia. Também porque somos da aldeia que é o berço da produção de grelos. Querendo nós homenagear a terra, nada melhor do que dar o nome daquilo que é mais genuíno.

P:Porquê "Nabos e Companhia"?

R:Há uns 30 anos atrás, começaram a vender grelos na feira de Cantanhede. No período em que acabava a adiafa, perto do mês de Setembro, não havia grande trabalho para fazer nos campos. As pessoas que lidavam mal com as forças que as impediam ao trabalho, começaram a experimentar os grelos de nabo. No início era só uma planta forrageira cozida para os porcos, mas depois descobriram-lhe as virtudes da rama e começaram a comercializá-la. Primeiro vinham para Cantanhede em carros de bois, chegavam a ir de comboio para Coimbra, até que passaram a ser transportados em camiões até para o estrangeiro. Portanto tem um peso económico grande para a aldeia. Entretanto pela sua excelência já alastraram à região. Neste momento não são só património de Carapelhos.

P:É a única confraria oriunda de uma aldeia…

R:Até à data pouco mais há. Somos a única confraria oriunda de uma aldeia mas isso não tem nada de mais nem de menos, só nos confere alguma autonomia. Sendo este um trabalho de carolice, numa aldeia sem apoios da Câmara e de outros organismos é muito complicado. Neste sentido temos um certo orgulho em dizer que somos a única confraria oriunda de uma aldeia. Este é um factor de motivação e por outro lado também de orgulho. Sendo muito trabalho e continuando nós extremamente activos vamos ganhando algum peso.

P:Qualquer pessoa pode fazer parte da confraria?

R:Não é nabo quem quer é nabo quem pode, costumo dizer em jeito de brincadeira. Integrar a confraria tem direitos mas também muitos deveres. Tentamos escolher confrades que sintam a terra. É difícil de descrever, mas há aqueles indivíduos que não sentem muito amor à causa, é nesse sentido e brincando que digo que não é confrade quem quer mas quem pode. Isso não quer dizer nada mas quer dizer sobretudo que para se tornar confrade é preciso ter um certo número de requisitos que não são quantificáveis nesses termos mas gravitam de certo modo à nossa volta até que nós tenhamos quase a certeza que eles se dedicam à causa. Não há provas propriamente ditas mas há ali uma espécie de um ano de estágio.

P:Como foi o seu ritual de entronização?

R:Tem de haver uma confraria madrinha que entroniza o confrade mor e é esse que entroniza os outros. É um ritual curioso e engraçado. No fundo somos uma associação cultural e nesse sentido vamos fazer a entronização indo buscar qualquer coisa à tradição. Nos Carapalhos comemora-se a 8 de Dezembro a Festa de Nossa Senhora da Conceição. Através de testemunhos orais, ficamos a saber que antigamente as pessoas que iam à festa passavam pelos campos e arrancavam o nabo e talhavam o respectivo copo. Ficava algo mais ou menos redondo pelo qual bebiam o vinho nas tascas da dita festa. O nosso ritual de entronização, em que se diz que "a partir de agora és um autêntico nabo", está relacionado com esta tradição. O novo elemento vai beber as raízes à tradição. O meu foi assim, os meus padrinhos deram-me a beber pelo nabo.

P:Há algum encontro especial que lhe tenha ficado na memória?

R:Todos os encontros ficam na memória. Fazemos dois tipos de encontros, os capítulos que são festas anuais mais formais, e os encontros que são feitos numa genuína casa gandaresa onde todas as refeições são confeccionadas pelos confrades. Este é outro dos requisitos para entrar na confraria, cada elemento tem de saber cozinhar.

P:Empenhados na certificação dos grelos de nabo…

R:Estamos a trabalhar para a certificação dos grelos de nabo. Não é um processo muito fácil porque, entre outras coisas, para que se certifique um produto ele tem de ter história. Além dos testemunhos orais, um dos confrades está a desenvolver um trabalho de investigação na biblioteca de Cantanhede sobre os grelos de Carapelhos.

P:Escreveu "Contos da Confraria" e "No reino dos Nabos". Porquê?

R:Sempre gostei de escrever. A confraria foi uma espécie de mola que impulsionou uma coisa que estava cá dentro. Certas coisas que tinha necessidade de escrever, achei que nesse momento tinham cabimento. São histórias relacionadas com todo o universo gandarês. Tendo em mente a ideia de que comer é cultura, todos os contos têm o título de uma ementa. Os livros não estão relacionados com a confraria. É uma forma de agradecimento por ter sido a tal mola impulsionadora.
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VII Grande Capítulo de 2008



Nós, Nabos e Companhia, celebramos hoje o nosso VII CAPÍTULO. Festa maior de uma confraria cuja significação radica nas assembleias gerais periódicas de uma congregação religiosa onde, no início dos encontros, se procedia à leitura de um capítulo da REGRA MONÁSTICA, conjunto de preceitos destinado a guiar a conduta das comunidades monásticas de que há rasto nos nossos actuais Regulamentos Internos. Da ancestralidade e do contexto onde ocorria o capítulo, emana, pois, ainda hoje, ao ser actualizado neste ritual festivo, uma certa aura de religiosidade.

Porém, se enquanto confraria é relevante que recuperemos esta solene cerimónia monastical, que legitimidade terá uma Confraria Gastronómica para se reclamar herdeira de tão austeros e frugais cerimoniais?

Parece haver uma certa incompatibilidade entre o substantivo confraria e o adjectivo gastronómica que a caracteriza. O conceito de confraria possui algo de esotérico e conquistou já o inconsciente colectivo com foros de sacralidade: é a fraternidade que comporta a ideia de disponibilidade para o outro e através da qual se há-de ascender ao absoluto, enquanto o termo gastronómica, que particulariza a ideia de irmandade, remete para o corpóreo, para a prosaica tarefa do aparelho gástrico. É o conceito, aparentemente antagónico, da espiritualidade de um D. Quixote a vergar-se ao materialismo de um Sancho Pança.

Esgaravatando, há-de pôr-se a descoberto a raiz grega do adjectivo gastronómica cuja etimologia encaminha para a vileza de ingerir e processar alimento, seja para humanos ou para animais. Fazê-lo era, instintivamente, garantir a sobrevivência mas, progressivamente, desfrutar dos prazeres proporcionados pela comida e era, continuando a herança dos imemoriais tempos pagãos, poder manifestar a alegria de estar vivo; era, num mundo politeísta e dedicado ao culto naturalista, celebrar agradecidamente as Divindades da Fartura; era festejar a Natureza. Foi converter o simbolismo litúrgico do trigo e do vinho dos mistérios Eleusinianos no ritual cristão da Última Ceia. É a coabitação do profano e do sagrado.

Neste contexto, o acto primordial que assegura a continuidade da espécie começou a estar para além das necessidades vitais. A abundância trouxe o desejo da novidade, da experimentação, do exotismo. Cada vez mais elaborada, a comida foi-se requintando e a evolução semântica do étimo gastro ganhou estatuto que, pela sua abrangência, a eleva acima do conceito de culinária: é o culto epicurista da mesa

Enquanto o refinamento dos alimentos vai ganhando peso definha a noção de desavença entre matéria e espírito e ganha consistência a ideia do ser humano enquanto um todo indissociável, de corpo e alma. Nesta perspectiva, o acto de comer não é um acto desgarrado da envolvente cultural e social. Fazê-lo é preservar o património e os valores imateriais da gastronomia tradicional.

O Gandarês lançou mão da dádiva do mar que lhe ronda a porta e dos escassos produtos de um chão areento. Foi desta união do Atlântico com a areia maninha que a cozinha desta região encontrou a sua expressão mais genuína; daqui lhe arrancou manjares que nos confortam o espírito e o estômago e são esses saberes ancestrais que evocam em nós uma infinidade de vivências e sensações. O culto pelos prazeres da mesa regional motivou-nos a fundar uma associação que homenageia a genuinidade de sabores e saberes daquilo que por cá ainda se saboreia.

Conscientes de que quando um punhado de NABOS se senta à mesa é a Gândara toda que para aí é convocada, reconcilia-se o conceito antinómico dos elementos constituintes de confraria gastronómica pois há algo de abençoado e litúrgico em preservar e divulgar a partilha saudável e festiva dos paladares gandareses. Há oito anos que vimos construindo essa mesa com alma.

Justificada a dignidade de um capítulo gastronómico, e porque neste contexto também cabe celebrar a mitologia das colheitas, a nossa escolha para a cerimónia de insigniação dos novos confrades não recai no convento (que não temos) mas num campo de grelos de nabo, alimento rico de aromas, sabores, vitamina c e ácido fólico que optimiza a nossa gastronomia. Espaço pouco acolhedor mas que, para além de arejar o modelo instituído, permite sentir, testemunhar e apreciar o trabalho artesanal da apanha deste vegetal que também tem projectado o nome deste concelho.

O nosso Grão Mestre,

 

Silvério Manata

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Carapelhos "A nossa Terra"

 

A associação CONFRARIA NABOS E COMPANHIA de Carapelhos é a única Confraria Gastronómica oriunda de uma aldeia.
Para isso nasceu. Para autenticar a ruralidade, para homenagear e divulgar cada vez mais a genuinidade das suas gentes e dos seus grelos de nabo – alimento rico de aromas e sabores que, versátil, valoriza a gastronomia Gandaresa.
E fá-lo desde o ano 2000.
Porém, esta terra, sendo mãe, (e é conhecida a nossa afeição à terra - mãe que nos embalou a infância) é simultaneamente madrasta porque, para além do berço modesto, com pouco mais nos mimou: herdámos-lhe um chão areento, quase estéril, que não enche cristãmente a boca a todos e obrigou a sangria grande de homens. Os que, mais apegados ao torrão natal, não ousaram tornar-se andarilhos entregaram-se a uma agricultura de subsistência cuja adiafa acontecia em Outubro. Mas incomodava-nos aquele sossego de Outono que se estendia até Janeiro. Dominando mal o impulso que nos impele a amanhar a terra para fecundá-la e garantir o sustento até ao ano novo, ensaiámos os grelos de nabo que, resistentes ao frio e apreciadores da humidade de Inverno, se adaptaram. O resto da história é conhecido. Hoje partem daqui camiões para os mercados europeus. Da saudade ou não. E das 151 famílias que habitam a terra em permanência, apenas 15 não vivem do cultivo dos grelos de nabo, o que nos esclarece àcerca do peso desta actividade na economia local.

Reflexos desta actividade que, à míngua de registos, se perdem no tempo, encontram-se até no culto religioso: a festa da Senhora da Conceição, padroeira desta terra que se celebra no dia 8 de Dezembro, também sempre foi conhecida por festa das cabeças. De nabo, obviamente. Até o ritual de entronização, em que o novel confrade bebe pela cabeça do nabo, testemunha a tradição dos tempos em que, pela festa, se talhava na cabeça do nabo, o copo por onde escorria o vinho.

A confraria pretende dar continuidade ao espírito agremiador propiciado pelas pequenas comunidades. Somos autênticos nabos, nascidos e criados na região da Gândara que, em bloco, aderimos às múltiplas iniciativas protagonizadas pela Confraria. A começar por aquela para a qual, enquanto gastrónomos, estamos vocacionados: comer. Os nossos encontros regulares são realizados numa autêntica e tradicional casa da região – a casa Gandaresa – onde cada confrade é submetido ao teste da cozinha e carece da aprovação de todos os outros.

A nossa Gastronomia Tradicional Gandaresa não se confina aos produtos da terra. Àquilo que lhe arrancamos juntamos a dádiva do mar e da Ria. Se somos a aldeia mais afastada do nosso concelho de Mira a que foi concedida a bênção de espraiar as suas magníficas matas verdes por largos quilómetros de Atlântico e inúmeros canais de água doce, tivemos o privilégio de encostar a um distrito que empresta o nome a um vasto lençol de água: a Ria de Aveiro. E a míngua de pão empurrou-nos cedo para lá. Fosse ao leme de um moliceiro na apanha dessa alga capaz de fertilizar o sustento; fosse, feitos marinheiros descobridores do século XX na proa de um bacalhoeiro em demanda do fiel amigo na solidão fria dos mares gelados; fosse nas marinhas, vergados ao peso da cesta de sal que haveria de conservar o bacalhau que estava logo ali ao lado, nas secas; fosse ainda, água pelo pescoço, ao calcão à cata das enguias. Mas as sardinhas na telha, o pitáu de raia, as batatas assadas na areia com carapau e grelos, os berbigões abertos na brasa eram (e são) lenitivo para tantas canseiras. Para não falar das enguias. Das de caldeirada às suadas e às de escabeche. E do bacalhau. Das caras aos buchos e às línguas.

Dentro do espírito de ver reconhecida a genuinidade dos grelos de nabos e a actividade que ocupa cerca de 80% da população da aldeia, promovemos a criação da ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE GRELOS DOS CARAPELHOS. O esteio da certificação, esperamos, de um produto que se alargou à região. Para isso promovemos, em parceria com a Câmara Municipal de Mira e outras entidades, a FEIRA DOS GRELOS DA REGIÃO DA GÃNDARA que se realiza em Janeiro. Neste contexto de divulgar e levar longe o nome da terra e do Concelho e, por que não dizê-lo, aprender, temo-nos feito representar em grande número de eventos e marcado presença regular nos meios de comunicação social, nomeadamente na televisão. Mas não ficam por aqui as nossas actividades. Outras se destacam:

- Abertura da Feira Gastronómica de Santarém.

- Lançamento do livro «Contos da Confraria».

- Geminação com a «Cofradía Amigos de los Nabos» das Astúrias.

- Participação, a nível mundial, no concurso Slow-food.

- Embaixada à América para promoção dos grelos e da região

- Criação de DVD sobre o concelho de Mira.

- Plantação de uma vinha.

Mas estes homens não esquecem as raízes. Usamos, como traje, o gabão dos nossos avós com uma insígnia onde um barco se funde com uma carroça encimada por um nabo. São símbolos óbvios de gente que, «um pé na terra outro na água», labuta árdua e diariamente pela côdea.
Por isso deu já entrada na Câmara Municipal o projecto de um monumento, da autoria do arquitecto Carlos Mendes, que irá ser implantado no largo da fachada da Casa Gandaresa, que celebra os grelos de nabo e as suas laboriosas gentes.

publicado por cnc às 23:48
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Contactos/Informações

Direcção:
Grãp Mestre:Silvério Jesus Manata
Confrade:Fernando dos Santos Conceição
Confrade:Nuno Roberto de Jesus Janicas

Sede:
Rua Das Escolas,66
3070-308 Carapelhos - Mira

contactos: Tel: 964 019 120 / 967 162 287

publicado por cnc às 23:39
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O significado do Gabão

Confraria Nabos e Companhia


Propósitos:
Enquanto Confraria Gastronómica estamos vocacionados para comer, mas fazemo-lo no espírito de promover os grelos de nabo  - produto genuíno da terra - e prestigiar a gastronomia Gandaresa que fazemos obrigatoriamente acompanhar de nabos, ou grelos ou respectiva rama.

 

 

Insígnia:
Um barco funde-se com uma carroça encimada por um nabo. Símbolos de gente que, um pé na terra, outro no mar, labuta árdua e diariamente.

publicado por cnc às 23:37
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Nasce a Confraria

-


Fundação:
1 de Janeiro de 2000

Filiada: Federação Nacional das Confrarias da Gastronomia Portuguesa

 

Madrinha: Confraria Gastronómica do Bacalhau

Confraria Geminada: Cofradia Amigos de los Nabos das Astúrias
publicado por cnc às 23:35
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